Narrativa autobiográfica Um jeito outro de fazer pesquisa qualitativa na educação

Nara Caetano Rodrigues, Guilherme Prado

Resumo


O paradigma positivista de fazer pesquisa, predominante nos trabalhos acadêmicos até boa parte do século passado, mais recentemente começou a ser questionado frente ao surgimento de outras estratégias que melhor atendem as especificidades das investigações na área das ciências humanas. Nosso objetivo, nesse artigo, é problematizar o uso da narrativa autobiográfica como opção de pesquisa qualitativa, no campo da educação, mais especificamente no meio acadêmico, para a construção de conhecimento materializado/discursivizado em dissertações e teses. Entendemos a análise de narrativas, como enfoque específico de investigação, organização do pensamento e atribuição de sentido às vivências. Para a presente reflexão, tomaremos como referência a dissertação de mestrado de Proença [4], produzida junto ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada (GEPEC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). A análise recairá sobre a “metanarrativa” que evidencia o aprendizado no próprio processo da escrita, buscando compreender alguns dos significados atribuídos pela pesquisadora para a escrita da narrativa autobiográfica. 


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