Saúde e estética do corpo feminino Paradoxo estabelecido e disseminado pela mídia

Ariane Brito, Raylla Amaral, Thaís Cruz, Laura Araújo, Roseney Bellato

Resumo


Objetivamos analisar a produção midiática sobre o corpo e as receitas para se alcançar o tipo idealizado deste. Abordagem qualitativa buscando apreender como o corpo é apresentado como manchete em capa da Revista Veja, no período 2000-2013, sendo acessado o seu acervo digital e realizada a análise da linguagem visual-textual combinada, num quadro descritivo-analítico, emergindo duas categorias: ‘corpo e saúde’ e ‘corpo e estética’. A análise evidenciou o imbricamento de tais categorias, pois, referem-se ao tema, recorrente, do corpo ideal, passível de construção e reforma; concomitantemente, tais categorias diferenciam-se em termos de investimentos do discurso. O corpo midiático, eminentemente feminino, mostra-se paradoxal, pois há discursos sobre um corpo que precisa ‘ser saudável’, sendo a beleza uma consequência da saúde; também, esse corpo precisa ‘ser perfeito’, resultando muitas vezes num corpo adoecido, pois as receitas proferidas para se alcançar tal corpo distanciam-se frequentemente daquilo considerado saudável e metabolicamente natural ao organismo.

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