“Deixados para trás”? As repercussões da migração da mãe na vida dos filhos que ficaram

Flavia Schuler, Cristina Dias

Resumo


O objetivo geral deste artigo foi compreender as repercussões da migração da mãe, para o exterior, na vida dos filhos que ficaram. Nesta perspectiva foram investigados: o impacto sentido pelos filhos, a partir da migração da mãe; o desenvolvimento deles nos aspectos social, emocional/afetivo e escolar; as estratégias de convivência estabelecidas na nova realidade e as expectativas para o futuro. Foram entrevistados sete adolescentes, de ambos os sexos, na faixa etária entre 13 e 18 anos, filhos de mulheres que migraram. Os resultados indicam que os filhos sentiram fortemente o impacto da migração de sua mãe. O desenvolvimento deles foi alterado , podendo-se perceber sentimentos de tristeza, isolamento, abandono e até revolta, bem como dificuldades na escolaridade. Em relação às expectativas para o futuro a  maioria deles deseja formar uma família tradicional.

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