A medicalização do sofrimento mental Uma análise a partir da Etnografia Institucional

Luciana Fernandes Medeiros

Resumo


O presente artigo é um recorte da tese de doutorado e versa sobre a medicalização e o sofrimento mental a partir de uma análise da Etnografia Institucional (EI). Observou-se que muitas mulheres, de diferentes contextos socio-culturais, sofrem de nervoso e que a maioria se utiliza de psicotrópicos e outros medicamentos para o alívio dos sintomas do sofrimento mental ou dos transtornos mentais comuns. A partir de entrevistas com 08 (oito) trabalhadores de saúde de unidades básicas (UBS) em Natal/RN/Brasil, ficou evidente a alta utilização de medicamentos, principalmente diante das dificuldades dos serviços de saúde em promover outros tipos de assistência e pela facilidade com que os medicamentos “aliviam” os sintomas. Ainda assim, é possível desenvolver práticas de promoção de saúde sem o excessivo uso de medicamentos. 


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