Fatores de Resistência na Implementação do Processo de Sistematização da Assistência de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva

  • Eryelg Moura Tomé
  • Carolina Sverzut
  • Bruno Bordin Pelazza
  • Renata Alessandra Evangelista
  • Alexandre Assis Bueno

Resumo

Este artigo descreve e analisa a percepção da equipe de enfermagem na implantação e estruturação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma unidade de terapia intensiva bem como as facilidades, dificuldades e conhecimento dos enfermeiros sobre a SAE. Trata-se, portanto, de um estudo descritivo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Goiás, sob Protocolo 149/12, com abordagem qualitativa, estruturado pela análise de conteúdo de Bardin (2009). Foi realizado em um hospital particular de médio porte, conveniado ao Sistema Único de Saúde. A amostra constituiu-se em quatro enfermeiros, com experiência de no mínimo seis meses na Unidade de Terapia Intensiva. Na coleta de dados foi utilizado gravador para realizar uma entrevista semi-estruturada. Nos resultados são abordados os pontos positivos e negativos na implantação da SAE, como a resistência a mudança, a complexidade nas suas etapas; desinteresse da instituição; despreparo teórico da enfermagem e dimensionamento inadequado de servidores. Nesse contexto, nota-se que é primordial para o êxito da implantação da SAE a participação de toda equipe de saúde em um processo de trabalho integrado. Destacando ainda que o enfermeiro deva atuar como educador nesse processo, tanto para sua equipe quanto para seu próprio conhecimento. 

Publicado
2015-12-07