As relações de afeto na institucionalização de crianças e jovens + A voz de profissionais portugueses

  • Alice Lopes
  • Judite Zamith-Cruz Zamith-Cruz

Resumo

As relações de afeto são impactantes no desenvolvimento biopsicossocial. Através de investigação qualitativa – um Estudo de Caso, por técnica de entrevista semiestruturada, pretendeu-se dar voz a 15 profissionais de três Lares de Infância e Juventude (LIJ's), que diariamente cuidam de crianças e jovens que passaram por mudança significativa na relação e na cultura (Braga - Portugal). Não foi possível aceder aos jovens por impedimento institucional. Em certas situações, os laços familiares já não existiam. Os técnicos e educadores têm que ser as suas bases seguras, de forma a ajudar os mais novos, desde o primeiro contacto, na polícia, na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), no Instituto de Segurança Social e na residência. Perguntou-se como criar relacionamentos de afeto: laços que perduram, depois da saída de instituição. Procurámos também conhecer a implementação de medidas relacionadas com os direitos da criança, no que toca a individualidade e a privacidade, em atenção a infraestruturas de lazer e de estudo. Essas e outras respostas foram categorizadas com técnica de Análise de Conteúdo [1] e foram concebidas unidades de significado. Destacaram-se processos sociocognitivos (como interações significativas), ajustando ações e mudanças educacionais de crianças e jovens. Com a Análise de Conteúdo obtivemos respostas em relação a vínculos, individuação de menores em LIJ’s, bem como no que respeita o funcionamento institucional, em termos de acompanhamento. A manutenção de vínculos seguros com os menores é vista como uma necessidade primária, sendo o profissional observado como uma pessoa de referência na vida de jovens únicos e não estigmatizados. 

Publicado
2015-12-07